Vivo na escuridão do dia a dia, tentando perceber o cinzento que vai na alma das pessoas, toda a amargura que lhes vai no olhar, e o desprezo que demonstram ao passar por alguém.
Tento perceber o sentido que me faz viver nesta solidão, a tentar absorver todo e qualquer som que se reproduz dentro de mim, como que uma prova que ainda consigo sentir.
É este o meu pesadelo.
Um pesadelo bem real, do qual tento vislumbrar a luz de saída. Procuro incessantemente esse ponto que me irá indicar o caminho para tudo de bom, para o sonho que a minha alma anseia desenfreadamente, procuro-te a ti.
Acordo com as gotículas de suor a lentamente descerem pelo meu rosto, sinto um arrepio de frio a subir a minha espinha, olho para o lado e aí estás tu.
Dormes calma e descontraída, o teu corpo ondula com cada respirar teu como se o de uma deusa se tratasse e os querubins velassem pelo teu sono, como se todo o meu pesadelo não existisse.
O que é realidade e o que é fantasia, não quero descobrir.
Quero ficar ao teu lado a olhar eternamente para ti, sem nunca fechar os olhos, sem nunca dormir.
MM/01
quarta-feira, outubro 29, 2008
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