quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Morri

Nesse triste dia morri,

E ao veres-me choraste.

Eu em tuas lágrimas renasci,

Mas assim o chão molhaste.

Da terra molhada e fértil

Uma pequena planta surgiu

De uma maneira sempre subtil

De quem só para ti emergiu.

A planta tornou-se arvore

E dela ramos brotaram

Fortes e macios como mármore

Que logo na face te acariciaram

Os frutos dessa árvore serão frutos

Do eterno amor que sinto por ti.

Eles estarão sempre doces e maduros

Como o amor que por ti nutri.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Silêncio da noite.

No silêncio da noite, eu ouço a tua respiração...
Não...Não era tua respiração...Era o vento...
No silêncio da noite, vejo o brilho dos teus olhos...
Não...Não eram teus olhos...Era o brilho da lua...
No silêncio da noite, ouço o teu corpo roçar no meu...
Não...não era teu corpo...Era a água a bater nas pedras...
No silêncio da noite, sinto a tua falta...
No silêncio da noite quero sentir o calor do teu corpo ...
Como a chama de uma lareira que arde para sempre.
Desejo-te aqui ao pé de mim... no silêncio da noite!