segunda-feira, julho 17, 2006

Amor platónico

Amor platónico

Tenho, desde que te vi pela primeira vez,
Uma visão absoluta do que é amor platónico.
Só beijei os teus lábios, em sonhos talvez,
Mas só assim poderia sentir o seu sabor incógnito.

O calor do ter corpo desvanece na brumas da memória,
Porque jamais o senti, bem como o cheiro dele.
Senti o teu corpo nas manhãs de glória,
Em que te descrevias e tocavas na tua pele.

Saías do banho completamente despida,
E lembravas-te de mim e falavas comigo.
Onde para agora essa lembrança perdida?
Já só me consideras como um amigo?

Diz-me se pensavas em mim de forma lasciva,
Da mesma maneira que eu pensava em ti.
O que é que em nós nos motiva?
E porque será que nunca este desejo perdi?

Uma só noite de amor, sem limites, sem questões,
Para nos perdermos em nossos corpos nus.
Amar não é um erro, nem tem lugar a perdões,
Nem a desculpas, só o prazer de abraçar-mo-nos.

                              MM/02     

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